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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Quem aprova o governo Dilma?

O governo Dilma completou 100 dias em 10 de abril passado. A grande imprensa fez seu balanço. E, como se sabe, os editoriais da jornalões brasileiros são porta-vozes de vários setores da direita nacional. Para "O Globo", o saldo é positivo. A "Folha" diz que é "auspicioso". O "Estadão" limitou-se a cobrar um "estilo". Ou seja, a esperança venceu o medo...dos empresários.
 
Parece ter ficado para trás o clima de terror fanático que reinou durante as eleições presidenciais do ano passado. As demonstrações de boa vontade em relação à presidenta não foram poucas. Em programas de TV populares, em entrevistas cordiais, visitas de celebridades. E, claro, no reconhecimento de que o governo Dilma mantém o essencial da política de seu antecessor, com uma vantagem. Dilma é Lula sem o jogo de cena. Não precisa dizer que faz o que pode. Ela faz o que deve ser feito, segundo as receitas neoliberais.
 
É o que demonstrou ordenando um corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011. As áreas atingidas? Gastos com pessoal foram reduzidos em R$ 3,5 bilhões, incluindo congelamento dos salários dos servidores. Foram também cortados R$ 5 bilhões no Programa "Minha Casa Minha Vida". O ministério da Reforma Agrária ficou sem R$ 929 milhões. Na área da Educação, corte de R$ 3,1 bilhões. Na Saúde, R$ 578 milhões. R$ 1,5 bilhão, nos Esportes. Quase R$ 400 milhões no Meio Ambiente. R$ 2,3 bilhões dos Transportes.
 
Gastos sociais são sacrificados, mas Dilma mantém em dia o pagamento da enorme dívida pública. Um rombo e um roubo que consumiu 44% do orçamento federal no ano passado. Em 2010, foram reservados mais de R$ 78 bilhões para pagar os juros dessa dívida. É o chamado superávit primário, cujo pagamento é sagrado, mesmo que se destine a banqueiros e especuladores nacionais e estrangeiros.

100 dias de Dilma: a direita aprova - O artigo é de Sérgio Domingues publicado no Correio da Cidadania. Para ler na íntegra, AQUI.

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